10 maio 2015

Crônicas de um livro: Hugh, o rasgador de calcinhas


Hugh, o rasgador de calcinhas

“Seus beijos comecaram a descer pelo meu pescoço, deixando um rastro de fogo pela minha pele. Então, ele colocou os dedos nos dois lados da minha pequena calcinha e a rasgou em duas partes.”

Espera! Espera aí só um minutinho! Como assim "rasgou minha calcinha"? Ele rasgou sua calcinha?  Qual é a lógica disso? O que o pobre pedaço de pano que custou uma pequena fortuna tem a ver com toda essa situação? I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL. Está lá você, no seu momento de luxúria, com toda a paixão, sua primeira vez com o seu amor, você coloca a melhor e mais cara calcinha do seu guarda-roupas, feita de renda, toda bonitinha e sexy e ele vai lá e rasga? Sem mais nem menos? Qual é o problema desse homem? Ele sabe quanto custa uma calcinha da Victoria's Secret? Nem precisa ser da Victoria's Secret, mas um calcinha que preste, seja confortável e sexy ao mesmo tempo? Mais do que eu possa pagar, com certeza. Agora ele vai rasgar a sua calcinha todas as vezes que vocês forem fazer sexo? Vai rasgar tudo, até você aparecer pra ele com uma calcinha velha, grande demais, de algodão, que de tanto ser lavada já perdeu a elasticidade? Isso não e aceitável.
E que facilidade e essa pra rasgar uma calcinha? Já vi casos, que a calcinha foi rasgada com o dente. Porra, só pode ser uma calcinha fuleira, porque pra um Hugh conseguir rasgá-la com o dente... Então, querida autora, não coloque mais Hugh`s em seus livros, a não ser que ele seja um vampiro ou um humano com super-força, que rasgam as calcinhas das mocinhas com os dentes ou com a mão. Ou, se colocar, trate de por também uma tesoura por perto na hora, para tornar a cena um pouco mais real. Um beijo.

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