17 de jun de 2017

Dia de Nacional: A dor inspira

Título: A dor inspira
Autora: Marcela Carvalho
Editora: Coerência
Nº de páginas: 300
SKOOB
 3.5/5 
Alícia eventualmente é uma boa garota, 18 anos, carioca, cheia de planos, sonhos, tem uma personalidade única, acredita ser várias em uma só. Desde nova enfrentou diversos obstáculos na vida, começando pela separação de seus pais que mudou sua vida drasticamente. Convive e enfrenta o bullying no colégio onde estuda por longos anos, no entanto, conhece pessoas incríveis que fazem com que ela se sinta viva e feliz. Aos 15 anos, recebe uma oportunidade de emprego fora do Brasil, começa então uma viagem inesquecível, onde conhece Troy seu novo “amor”, a situação ideal para o início de uma ilusão. Embora esteja entusiasmada, seja determinada, encontra-se preocupada com os dias vindouros. Ela relata suas aventuras com amigos e grandes perdas inesperadas. Além do mais, um mar de reflexão irá se abrir em sua mente, após se aprofundar nas aventuras amorosas e de uma amizade que trouxeram decepções dolorosas que significavam muito para ela, mas também que traz uma experiência de tirar o fôlego e de inspirar quem já sofreu por um "amor". Sofreu bastante para tornar quem se tornou, acreditar ou não na possibilidade de tornar sonhos em realidade mediante tantos momentos de perdas e dor ? Mas ela acredita que toda a dor foi especial, pois a dor era uma contribuição para o seu amadurecimento pessoal e que ela não é ruim, mas que nos torna melhores do que possamos ser e nos fazer enxergar a vida de uma maneira extraordinária, pois a dor é a inspiração para amar os bons momentos e ultrapassar os momentos ruins de cabeça erguida acreditando em dias melhores, sempre.


A dor inspira foi um livro bem diferente de tudo que eu já tinha lido antes. Primeiro, achei que se trataria de uma história normal, de uma garota que passou por muitas coisas e tirou da dor das suas experiências aprendizagens. Bom, pode ser basicamente isso, mas contado de uma forma diferente que foi novo pra mim.

Alícia é uma personagem muito diferente do convencional. Ela tem uma personalidade bem sensível e diferente. Ela enxerga coisas aonde mais ninguém enxerga, é caridosa, generosa, tem um grande coração, defende com unhas e dentes o que acredita e, ao decorrer da sua vida, passa por muitas coisas.

O livro fala sobre o relacionamento dela com a mãe, seu relacionamento com amigos de infância, amigos da adolescência, decepções sobre emprego, sobre namoro, enfim, todas as experiências que passou antes dos 18 e, olha, foi muita coisa, viu?

O livro tem muita narração e isso deixou a leitura um pouco cansativa. Eu acho que a autora poderia ter colocado mais diálogos para ilustrar as cenas que a personagem narra corridamente, por isso, mesmo se tratando de um livro bem pequeno, achei que estava lendo um livro muito maior.

Além disso, a maneira que a personagem conta a sua história fica um pouco confuso. Ela faz analogias para coisas que vamos entender lá na frente. As vezes, parece que ela vai adicionando histórias aleatoriamente no meio de outras, que não faz muito sentido. Demora um pouco para o leitor acabar se situando, então se você está pensando em ler esse livro, não faça pausas muito longas, se não você pode achar se perdendo entre um capítulo e outro.

O livro tem um tom muito pessoal e parece que foi escrito como uma biografia da própria autora - o que eu não duvido, porque foi essa a impressão que passou - então estamos em contato direto com os sentimentos de Alícia/autora (quem sabe?), além de várias menções a fatos de coisas da nossa própria realidade.

Como eu disse anteriormente, o livro tem uma narrativa muito diferente, que é o que acaba instigando o leitor a continuar e eu gostei disso, recomendo para quem quer descobrir mais sobre ela e tirar muito proveito das lições dadas pelo livro - porque são muitas, mesmo para uma pessoa tão jovem como a personagem principal.

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